Monday, 4 January 2010
Esfrego os olhos. Outra e outra vez. Encostada, sentada no meio da banheira, observo pensativa o que me rodeia. Pouco me interessa onde estou, porque a banheira só existe na minha cabeça neste momento. Não que o conceito me seja desconhecido, mas isso já não interessa. A minha higiene pessoal é de pouca importância. Esta frase fez-me sorrir. Tudo o que é porco e imundo me faz sorrir, não percebo bem porquê. Qualquer coisa em mim me faz amar e repudiar tudo o que é imundo e indecente. Sabem o que eu amo? Não sabem, mas eu digo-vos. Amo casas decadentes, amo banheiras e casas-de-banho vazias. Um dia, qualquer dia, irei desenhar a minha casa. O sítio principal? A casa-de-banho. Porque? Não sei, mas sei que lá me sinto confortável. Não sei, lá... a minha cabeça deixa de estar no sítio, e posso delirar. Delirar. É-me tão familiar delirar. Entrar em profundos pensamentos de pouca profundidade. Olhem, eu sei ver o que são paradoxos.
Subscribe to:
Post Comments (Atom)
"a banheira só existe na minha cabeça"
ReplyDeleteDaí apreciares o Pete (Doherty).