Wednesday, 6 January 2010

É como esquecer as palavras da tua música preferida. É como esquecer o nome da pessoa de quem gostas. É como chamares um amigo ciumento o nome da pessoa de quem este tem ciumes. É como elogiares algo de alguém e ser de outra pessoa. É como atropelares alguém a pé, andares sempre e depois ficares a saber que conhecias, embarraste contra ela, e não lhe falas-te. É como acordares dois minutos antes de tocar o despertador, mesmo num sonho bom, e podias ter visto o fim. É como... sentires-te imensamente... indescritível. Porque é que não há palavras para tudo? Acabam por ser só sons em qual todos nos concordamos, a qual nos, alguém, decidiu atribuir um significado. Vergonha não me descreve, nem ao que sinto. Amor, tão pouco. Os níveis de cada sentimento, que nome lhes atribuo? Amo-te como quem ama a nível seis, vês, és muito especial. Não, acho que me sinto assim triste mas apática, mas não é bem triste. Não sei, apática-convergido-com-tristeza-a-nível-dois-de-tristeza-e-cinco-de-apatia, estás a perceber?

Não. Diz lá isso com uma onomatopeia. Ai, sim, estamos a falar bem.

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